Quinta-feira, Março 06, 2008

Tao Te Ching

20
Stop thinking, and end your problems.
What difference between yes and no?
What difference between success and failure?
Must you value what others value,
avoid what others avoid?
How ridiculous!

Other people are excited,
as though they were at a parade.
I alone don't care,
I alone am expressionless,
like an infant before it can smile.

Other people have what they need;
I alone possess nothing.
I alone drift about,
like someone without a home.
I am like an idiot, my mind is so empty.

Other people are bright;
I alone am dark.
Other people are sharper;
I alone am dull.
Other people have a purpose;
I alone don't know.
I drift like a wave on the ocean,
I blow as aimless as the wind.

I am different from ordinary people.
I drink from the Great Mother's breasts.


Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

Move your body, stretch your mind

"Move your body, stretch your mind." Essa frase tem sido quase um lema ultimamente. A conheci quando vi o casaco da seleção da itália, no mundial de orientação que teve na holanda e eu não fui.

O fato é que ela é bem significativa, talvez não a primeira vista, mas tentarei explicar meu raciocínio.

Move your Body
Em geral tenho a sensação que as pessoas estão cada vez mais se acostumando a soluções fáceis e simplórias. Somos parte de uma geração que cresceu ouvindo nossos pais falarem sobre seus desafios e dificuldades, mas crescemos tendo muita coisa na mão (me perdoem por generalizar, eu sei que isso não se aplica a todos, mas acho que vale pra pelo menos 98%) e isso deixou muita gente mal acostumada.
Tente imaginar a última vez que você teve que suar para conseguir algo? E por suar eu me refiro a um esforço real e não passar horas convencendo seus pais a te dar o que quer que seja.
"Mas pow, eu suei para entrar no vestibular" alguns podem até dizer e eu admiro o esforço. Mas será que estudar um pouco tendo um cursinho de 500 a mil reais por mês por trás é realmente esforço? Esforço de verdade é estudar numa escola pública, sem condições e ainda assim poder sentar do seu lado na aula. Confesso que isso soa hipócrita vindo de alguém que não teve que passar por esse tipo de situação, mas na verdade eu nem me esforcei pra entrar na faculdade, não sou digno de crédito.
E isso diz respeito a tudo. Quem nunca tentou perder peso, mas nunca quis abrir mão daquele churrasco ou levantar da cama cedo para correr. Ou simplesmente paga cerca de 1500 reais por ano em uma academia para ter o corpo que gostaria. Não seria mais simples botar um tênis, sair pela porta e simplesmente voltar meia hora depois? Nada de trânsito, nada de poluição, nada de cheques mensais?
Ta aí a razão do Move your body, ela me faz relembrar do quanto devo me esforçar para conseguir aquilo que desejo. Que não basta querer, é preciso se mover.

Stretch your mind
Se por um lado é preciso se mover, por outro é preciso também ter a mente no lugar. Quantas vezes não somos levados por vícios de pensamento (eu não consigo, eu não posso, eu não sou capaz) a abandonar nossos sonhos e objetivos. Quantas vezes deixamos de aproveitar a vida por não termos consciência do que nos faz felizes. E todas as ocasiões em que nos fechamos a novas idéias por pura insegurança ou por nos apegarmos a nossa visão de mundo.
Expandir a mente.
Não é fácil, mas é simples. Requer habilidade para ouvir outras opniões, considerar outros pontos de vista, abandonar velhos hábitos e descobrir coisas novas. Mas esse soa pra mim como um bom objetivo de vida.

Portanto: Move your body. Stretch your mind.


Terça-feira, Fevereiro 19, 2008

quem está contando?

Fico imaginando, ser pai deve ser uma dor de cabeça tremenda. Pensem só, se preocupar com alguém mais do que tudo, mais até mesmo do que quanto você se preocupa com si mesmo. Depositar em 1, 2 ou até 3 seres toda seu empenho, dedicação e, claro, preocupação.

Depois de hoje comecei a compreender um pouco melhor o que deve significar pra um pai não ter notícias de um filho. Até entendo as ligações insistentes da minha mãe sempre que saio.

E eu achando que seria apenas sobre a saudade que eu iria aprender nesse tempo todo, vejo que as lições envolvem outros sentimentos. Se eu não achava que fosse sentir tanta falta assim de alguém, também não achei que iria me preocupar tanto.

O que será que vem por aí? E pensar que isso tudo tá só na metade ...


Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008

Day 12: Working Out

Pois é, eu voltei a malhar! Na verdade não sei se posso chamar de malhação, seria melhor falar que voltei a me exercitar. Afinal em média tenho corrido uns 15 minutos e depois feito uma série de exercícios na academia ao ar livre que rola ali na 106N.

Tinha muito tempo que sentia que precisava voltar a fazer alguma atividade física, não bastavam comentários da Nay e de outras pessoas próximas para me relembrar disso. Mas não sentia animação pra entrar numa academia ou fazer alguma outra coisa.

Mas essa viagem meio que serviu como o estímulo que eu precisava. Afinal além do excesso de tempo livre que de repente me deparei, surgiu também a oportunidade de melhorar algo. E como pagar cerca de $100 por mês numa academia está fora de cogitação na minha atual situação financeira, resolvi voltar a correr. Uso voltar só pra passar a impressão que já fui um atleta, mas na verdade acho que se somar as vezes que realmente havia saído de casa pra correr nos últimos 19 anos não devem somar 20. Mas enfim.

E não é que estou gostando da coisa. Minha sorte é que todo esse clima de "quero impressionar quando ela voltar" ajudou a superar o trauma que é voltar a se exercitar depois de longos 2 anos sem fazer absolutamente nada (afinal o futebol de terça não conta). No primeiro dia achei que meu pulmão iria rasgar, mas estava feliz e determinado pensando: "Isso tem um objetivo!"

Com o passar dos dias vi que precisava de um tipo de motivação menos extrínseca e mais transcendental se quisesse tornar a corrida um hábito. Isso foi facilitado pelo bem-estar que comecei a sentir desde que voltei a me exercitar e pelos bons pensamentos que surgem sempre que estou correndo. É um momento ótimo de esvaziar a cabeça, extravasar as tensões e rever princípios. Quem diria que correr ia servir como terapia.

Enfim, espero que além de ajudar a me manter são durante esses dias, as sessões de exercício também me ajudem a melhorar o condicionamento físico e a aparência. Tenho 21 dias e 3Kg pra eliminar até o fim dele. Veremos no que isso vai dar.


Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008

Day 8: No home alone

Pais de volta. Fim da missão de ter que cuidar da casa.

Foi uma experiência muito boa passar um mês sozinho em casa. Fazer compras, fazer meu próprio almoço, arrumar a cozinha depois, cuidar da casa, lavar roupa, ser responsável por todo e qualquer detalhe.

Agora estou mais convicto ainda de que tenho que passar um período da minha vida morando sozinho. Nada de trocar a mãe pela esposa. Quero ter que pagar minhas contas, ir em reunião do condomínio e me desesperar quando perder a chave da porta. Esse tipo de coisa muda sua percepção de vida, ganha-se maturidade e responsabilidade. Experiência extremamente benéfica.

Agora voltei as velhas regras. Ter que prestar conta de quase tudo, ouvir reclamações e ser obrigado a fazer coisas. Parece tão distante o tempo em que este era meu Reino, assim como parece distante a época em que tinha uma Rainha ao meu lado...

Será que falar da saudade ajuda a aliviá-la ou só piora? Será que alguém tem essa resposta?

[Song of the day] Marisa Monte - A sua

"Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você(...)"


Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008

Day 5: The Workaholic Araise

Eita esses altos e baixos.

Alguns dias bons se sucederam. Contar com 3 caixas de latinha, meia dúzia de amigos e horas e horas de conversa ajudam bastante. Ajuda a aliviar a idéia de estar sozinho.

Quanto a parte de sentir falta de uma razão, nada como voltar ao trabalho e se atolar nele para resolver. Dá um senso de propósito e certo reconhecimento.

Quando o cachorro voltar terei a atenção e carinho que ainda faltam.
Pronto! Tudo que preciso para sobreviver um mês.. certo?


Terça-feira, Fevereiro 05, 2008

Day 2: The Recovery

Hoje foi um dia feliz!

Apesar de ter ido dormir ontem com a cara inchada e o travesseiro molhado, hoje acordei bem melhor.

Nada como exerxícios, fazer seu próprio almoço e passar o dia com amigos para mostrar que o mundo não acabou.

E pra terminar melhor só mesmo vê-la através da webcam. Parecendo tão perto, mas ao mesmo tempo em um outro mundo. Ai a saudade.

Será que esse mês terá mais dias como o de hoje, ou irá parecer mais com ontem? Ou será que dias completamente diferentes virão..


Domingo, Fevereiro 03, 2008

E agora josé?

Que sensação estranha.
Nem o dia inteiro na cama fez com que ela passasse.
Será que vai ser assim o mês inteiro?

Sensação de desamparo, de ausência de rumo ou propósito. Casa vazia.
O som ligado alto ajuda a disfarçar a sensação de completa solidão.

De qualquer forma, dia 1 está acabando. O que me espera daqui pra frente?


Quarta-feira, Agosto 01, 2007

Escolhas

Ahhh! Que saudade!
Eu sinceramente odeio os períodos que fico sem escrever. Sei que deveria me forçar a escrever com alguma periodicidade, tanto para fins terapêuticos quanto para fins históricos, mas ainda não consigo fazer nada forçado. E nem vou arriscar prometer a mim mesmo que daqui pra frente será diferente, que voltarei a escrever com alguma frequência, oois provavelmente não irei. Nem por isso vou deixar de aproveitar o momento oportuno de escrever alguma coisa.

As últimas três semanas representaram uma tremenda reviravolta em tudo que diz respeito a minha vida. E o resultado disso tudo ainda é incerto, mas não é sobre a situação em si que vim aqui falar, mas é sobre o percurso.

Tudo na vida é fruto de nossas escolhas.
Nem sempre conseguimos perceber, mas cada pequena decisão terá um impacto tremendo em todo nosso futuro. Pra tentar visualizar bem o que quero dizer basta olhar para seu passado e imaginar algum momento mais marcante da sua vida, pense em alguma situação em que você teve que fazer uma escolha clara entre duas opções, a loira ou a morena, ir ou ficar, acenar ou virar o rosto. Agora tente imaginar qual seria o resultado se você tivesse escolhido a outra alternativa. Com certeza você estaria em outra situação, teria vivido outras experiências, sem dúvidas você seria uma outra pessoa.
E isso se aplicada a cada pequena decisão, não apenas as que soam mais marcantes, algumas mais bestas como mandar ou não um SMS, ligar ou não, escrever aquela carta ou simplesmente deixar pra lá. Todas as pequenas escolhas irão determinar os rumos da sua vida a partir do momento em que for tomada.

Confesso que a primeira vez que refleti sobre a seriedade que cada decisão envolve fiquei meio pasmo, imaginando que poderia por tudo a perder em qualquer momento com uma decisão errada, talvez até já tendo tomado a decisão errada em algum momento passado. Por outro lado me reconfortou a idéia de que tudo que viria a ocorrer dali pra frente seria fruto único e exclusivo das minhas escolhas e sobre elas ninguém tem responsabilidade além de mim mesmo. Com isso bastava saber quais princípios tomar como base e então garantir que as escolhas a serem tomadas seguissem esses princípios. Pra isso foi preciso me conhecer e saber definir com clareza o que considerava ser minhas diretrizes, quais eram meus desejos e o que queria pra mim no futuro. Uma vez com isso em mente, restou a tranquilidade de que cada decisão estaria de acordo com o que espero pra mim no futuro, mesmo que as coisas não saiam como esperava, a certeza de que agi da maneira que considero correta e embasada pelos meus princípios.

E revendo minhas decisões nesse período de turbulência vejo que soube seguir em frente em direção ao que sinto e agindo de forma a representar isso. E o melhor de agir ligado em certezas pessoais é que mesmo as decisões que seriam mais difíceis de serem tomadas, tornam-se simples, pois é fácil ve-las como um passo rumo ao futuro que se deseja ou que se imagina pelo menos.
E nada representa melhor o sentimento que tem guiado todos meus atos ultimamente. E espero que possa seguir assim sempre, pois é desse tipo de certeza que quero sempre ter.

"A esperança não é a convicção de que as coisas vão dar certo, mas a certeza de que as coisas têm sentido, como quer que venham a terminar"

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Domingo, Junho 03, 2007

"How to break up with your girlfriend"

"How to break up with your girlfriend" in 64 easy steps (Como terminar com sua namorada em 64 passos fáceis)



Phase 1 - The build up

Get a girlfriend
Be together for a while
Know that you're gonna be together forever
Think that you're gonna be together forever
Assume that you're gonna be together forever
Start wonder if you're gonna be together forever
Start having sex a lot less often
Wonder if you are drifting apart
Have a argument about her parents
Have a argument about your parents
Have no idea with who she is speaking on the phone
Notice that other girls start looking you over
Start complaing to your friends a lot
Have a argument about your job
Have a argument about your clothes
Have a argument about Valentine's day
Have a argument about a frying pan
Break Up

Phase 2 - The second childhood

Feeling of relieve
Feeling of antecipation
Feeling of adventure
Feeling of * stomach
Start going to a lot of parties
Rediscover all the music that you like
Start dating people casually
Have a one night stand with the girl you met on the bus
Start making plans for your new future
Receive a drunk call for your ex-girlfriend on their way home from a party
Meet at her place for a drink
Have Sex

Phase 3 - The back together

Talk about how much you've grown
Talk about how much you've missed each other
Talk about how much things are better now than before
Spend at least one major holiday looking at the stars in the roof of your apartment building
Short of missing the feeling of freedom, but that's ok
Short of missing the feeling of adventure, but that's ok
Short of missing the music you were listening to, but that's ok
Start not having sex as often again, and that's not quite so ok
Have a small argument about a movie
Have a medium argument about a money
Have a large argument about whether or not it is important to go to environmentally responsible gas station
Have a insane argument that you can never really figure out what it was about
Break up

Phase 4 - The third childhood

Go out to parties again, but just for the hell of it
Go out to bars again, but just for the hell of it
Start getting bored of relieve
Start getting bored of anticipation
Start getting bored of adventure
Start getting bored of all the music you like
Call your ex-girlfriend with a question you don't need to know the answer to, but phrase it in a way that will certainly indicate how much fun you are having
Decide it is time to find a new girlfriend
Notice that all the girls who were looking you over stop looking you over
Start looking to a lot of porn
Get kind of depressed


Phase 5 - The recovery

Start to hate being alone
Start to really hate being alone
Start to really really totally absolutely hate to being alone
Then decide that it is time to learn how to be alone
Get shorta of good at being alone
Get better at being alone
Assume that you are totally happy and content of being alone
Get a new girlfriend
And repeat from the beginning

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